Colha o dia, ou conhecidamente aproveite o dia. Esta frase advêm do latim, escrito em um poema de Horácio (65 - 8 AC), a poesia é assim:
Carpe diem quam minimum credula postero.Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi finem di dederint. Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. Ut melius, quidquid erit, pati. Seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare. Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida. Aetas: carpe diem quam minimum credula postero.
temptaris numeros. Ut melius, quidquid erit, pati. Seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam, quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare. Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida. Aetas: carpe diem quam minimum credula postero.
Sua tradução é:
Colha o dia, confia o mínimo no amanhã. Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho.
Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último, que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar. Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está fugindo de nós. Colha o dia, confia o mínimo no amanhã. Podemos sempre ser melhores. Basta pensarmos melhor.
Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último, que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar. Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está fugindo de nós. Colha o dia, confia o mínimo no amanhã. Podemos sempre ser melhores. Basta pensarmos melhor.
Talvez seja a frase em latim que as pessoas mais conhecem. De fato, a palavra é sugestiva, a seus seguidores defendem que a frase sugere que o homem aproveite mais o momento e deixe as coisas do futuro para o futuro. Um dos filmes que mais se adequa a esta frase é o grande filme Zorba, o grego ( Zorba the Greek; Αλέξης Ζορμπάς, transl. Alexis Zorbas)de Michael Cacoyannis. Foi realizado em 1964, baseado no escritor também grego Nikos Kazantzakis. O personagem-título foi interpretado por Anthony Quinn. No elenco também tem Alan Bates como um visitante britânico. O tema, "Sirtaki", de Mikis Theodorakis, tornou-se famoso e popular como canção e dança (especialmente em festas). Quem não lembra da cena antológica de Antony Quinn dançando o Sirtaki na praia do vilarejo de Stavros.
Podemos perceber que o espírito de Horácio corria no sangue do personagem de Quinn. O que podemos verificar como o personagem via o mundo, de forma mais simples, rústica e divertida. Não era apenas uma mera forma de viver, mas uma profunda necessidade de se conduzir ao absoluto da existência humana, suas dores, seus amores, suas falhas, mas também de suas alegrias, de suas memórias, suas tradições, em fim, a vida de um homem simples do mediterrâneo. O filme é uma bela mensagem para todos nós, para prestarmos mais atenção no agora, no presente, aproveitando o que temos de valor, a amizade, a família e sua existência. O que também parecia pensar o escritor Rubem Alves na sua frase: A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.
Neste filme podemos ver a facilidade que o diretor tem de poder contar uma simples história de forma formidável, atingindo uma áurea de profundidade psicológica ao mesmo tempo encantadora dos personagens em várias situações. Podemos dizer que é uma das obras mais geniais do cinema. Zorba o grego nos faz refletir o momento atual que passa nossa sociedade consumista e desencantada com o mundo. Não se conta histórias, atualmente, se vende histórias como se fossem simples mercadoria, e não sonhos de escritores e poetas. Pois é o que Cacoyannis é, um poeta da imagem!
Filmografia:
Zorba, the greek. Michael Cacoyannis. EUA. 1964. 141mim.
Fonte de pesquisa:
wikipédia.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zorba,_o_Grego_%28filme%29. Acessado em 25 de agosto de 2011.



2 comentários:
Meu amigo, mandei para o seu e-mail o texto!
Ótima abordagem aqui, amigo!
Rapaz, eu estou enrolado esses dias. Peço desculpa pela demora em enviar o texto. Até o final de próxima semana eu envio.
Mas não é sobre esse cineasta que você falou não. O meu texto é sobre o filme do Theo Angelopoulos, "O Passo Suspenso da Cegonha".
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